10 de abril, 2006 - 11h15 GMT (08h15 Brasília)
A União Européia impediu o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, e outros 30 membros do governo do país de viajarem pelos países do bloco.
A medida foi decidida nesta segunda-feira numa reunião dos 25 ministros do Exterior da UE, em Luxemburgo, como resposta às supostas irregularidades ocorridas nas eleições presidenciais do mês passado.
O bloco acusa o governo de Lukashenko de reprimir grupos oposicionistas e a mídia independente e de envolvimento no desaparecimento de políticos.
A lista dos afetados pela proibição inclui ministros, juízes e chefes dos serviços de segurança e da TV estatal do país.
No poder desde 1994, Lukashenko iniciou o seu terceiro mandato na semana passada depois de ter sido declarado vencedor das eleições do último dia 19 de março, com 83% dos votos.
O segundo colocado, Alexander Milinkevich, teria ficado apenas com 6,1% dos votos, de acordo com os resultados oficiais.
Os resultados provocaram protestos na Praça de Outubro, na capital, Minsk, e centenas de manifestantes foram presos.
Mais sanções
Fontes da UE disseram à agência de notícias France Presse que podem impor sanções mais severas no futuro, como, por exemplo, congelar os bens de autoridades do país.
O governo americano também já deu sinais de que pretende adotar medidas mais duras contra Belarus.
Na semana passada, o bloco europeu já havia anunciado que pretende aumentar o apoio à oposição e à mídia independente do país.
A equipe de observadores eleitorais da OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação da Europa) concluiu que houve "falhas sérias" nas eleições.
Lukashenko acusa os países ocidentais de empreender uma campanha para jogar o seu país em um estado de anarquia.