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02 de abril, 2006 - 17h06 GMT (14h06 Brasília)

Partidos começam a discutir novo governo em Israel

Os principais partidos políticos israelenses começaram neste domingo suas negociações formais com o presidente do país para a formação de um novo governo após as eleições gerais da semana passada.

Após a conclusão das negociações, o presidente Moshe Katsav deve apontar o nome de um líder para formar o novo governo.

O premiê interino, Ehud Olmert, cujo partido centrista Kadima foi o mais votado nas eleições de terça-feira passada, deve ser o indicado.

Porém o Kadima elegeu apenas 29 dos 120 deputados do Parlamento e terá que negociar a formação de uma coalizão com outros partidos.

Aliados

Um dos prováveis aliados do Kadima deve ser o esquerdista Partido Trabalhista, que ficou em segundo lugar nas eleições, com 20 cadeiras no Parlamento.

Outros possíveis aliados são o Shas, formado por judeus ultra-ortodoxos, que elegeu 12 deputados, o Partido dos Aponsentados (7 deputados), o também ultra-ortodoxo Judaísmo Torá (6 deputados) e o esquerdista Meretz (5 deputados).

O presidente Moshe Katsav, cujo papel é em grande parte cerimonial, disse que tentará indicar o nome do novo primeiro-ministro rapidamente, mas as negociações devem levar vários dias.

Apesar de os contatos informais para a formação de uma coalizão governista terem começado logo após as eleições, as negociações formais somente devem ocorrer após a indicação do premiê por Katsav.

Sharon

Olmert, o provável futuro primeiro-ministro, já exerce a função interinamente desde que o então premiê e fundador do Kadima, Ariel Sharon, sofreu uma série de derrames que o deixaram em coma profundo, em janeiro.

A votação do Kadima nas eleições da semana passada foi inferior ao esperado pelo partido, que agora terá que fazer concessões importantes para poder formar o novo governo.

O líder do Partido Trabalhista, Amir Peretz, que deve ser o principal parceiro do Kadima no novo governo, defende uma agenda de políticas sociais.

Os dois partidos vêm manifestando diferenças públicas sobre quem controlará o Ministério da Economia do futuro governo.