31 de março, 2006 - 11h44 GMT (08h44 Brasília)
O líder militante palestino Khalil al-Quqa, do grupo Comitê de Resistência Popular (CRP), morreu nesta sexta-feira após seu carro ter explodido na Faixa de Gaza.
Testemunhas dizem que a explosão foi causada por um míssil lançado por um avião militar israelense. O grupo militante afirmou que o veículo estava repleto de explosivos que foram plantados por israelenses e acionados por controle remoto.
Após a explosão, militantes do grupo entraram em choque com forças de segurança palestinas, que acusaram de ter colaborado com o ataque ao veículo. Não há relatos de vítimas fatais.
Israel, que realizou ataques aéreos nesta sexta – um deles ao estádio onde o novo premiê palestino, Ismail Haniya, havia discursado horas antes - negou qualquer envolvimento com a explosão.
Reação
Na noite de quinta-feira, um homem-bomba realizou o primeiro atentado suicida do ano contra Israel, na Cijordânia.
O autor estaria disfarçado de judeu ortodoxo, teria pego carona no veículo e detonado seus explosivos dentro dele, matando os demais passageiros, quatro judeus, segundo a polícia.
Um outro grupo militante, a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, que é ligado ao Fatah, assumiu a autoria e disse que o homem-bomba seria originário da cidade de Hebron.
Horas depois, a casa do autor, Ahmed Masharka, foi invadida pela polícia israelense e várias pessoas foram detidas.
Também nesta sexta-feira, um deputado do Hamas, grupo militante que tem a maioria no Parlamento palestino, defendeu o atentado suicida.
"É uma resposta natural aos crimes israelenses, contra a matança contínua, incursões e detenções", disse o parlamentar Mushir Al Masri.
Já Israel responsabilizou a Autoridade Palestina pelo atentado.
"Os palestinos se recusam a levantar um dedo para impedir ataques terroristas contra israelenses e vimos o resultado esta noite (quinta-feira)", disse o porta-voz israelense David Baker.