29 de março, 2006 - 19h06 GMT (16h06 Brasília)
Líderes do grupo militante palestino Hamas foram formalmente empossados, nesta quarta-feira, pelo líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
Ismail Haniya tomou posse como o primeiro-ministro dos territórios palestinos. A cerimônia ocorreu na Faixa de Gaza.
Alguns dos ministros do novo governo fizeram o juramento por meio de videoconferência, na Cisjordânia.
"Eu juro, pela graça de Deus, ser fiel à terra natal e seus lugares sagrados, ao povo e sua herança nacional, respeitar o sistema constitucional e a lei e cuidar totalmente dos interesses do povo palestino", declarou Haniya em seu juramento.
O correspondente da BBC em Gaza Alan Johnston diz que o novo gabinete enfrentará problemas sérios – uma economia devastada, desordem social e população altamente armada – sem ter uma experiência administrativa significativa.
Nenhum dos ministros empossados participou de algum governo anteriormente e eles comandarão pastas em que muitos dos subordinados são afiliados do Fatah, o partido rival do Hamas.
'Terroristas'
O governo do Hamas também enfrentará a oposição dos Estados Unidos e da União Européia, que consideram o grupo "terrorista".
O Consulado americano em Jerusalém recebeu ordens de Washington para não entrar em contato com os ministros palestinos.
Os europeus condicionaram a concessão de ajuda financeira ao abandono da violência contra Israel.
Enquanto isso, em Israel, foram iniciadas as negociações informais entre os partidos para a coalizão que formará o novo governo do país.
Com quase todas as urnas apuradas, o Kadima, partido fundado pelo ex-premiê israelense Ariel Sharon, ganhou 28 das 120 cadeiras do Knesset, o parlamento de Israel.
Os possíveis aliados do Kadima devem ser o Partido Trabalhista, que ficou em segundo lugar, e outras siglas menores.
O presidente israelense, Moshe Katsav, disse que as consultas formais para formar uma nova coalizão partidária começarão neste domingo.