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Cristão afegão ganha asilo político na Itália

O afegão que escapou da sentença de morte por ter se convertido ao Cristianismo se mudou para a Itália, onde recebeu asilo político, informaram autoridades do governo italiano.

"A decisão foi tomada. O problema foi resolvido", comentou o ministro do Bem-Estar Social, Roberto Maroni.

O processo para o pedido de asilo político na Itália pode durar meses, mas o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi e outras autoridades do país haviam declarado que o caso de Abdul Rahman deveria ser mais rápido.

Rahman, que abandonou o Islamismo há 16 anos, teve suspenso seu julgamento em Mazar-e-Sharif, no norte do Afeganistão, depois de alegações de que ele sofre de problemas mentais.

Parlamentares afegãos queriam que Rahman ficasse no país.

Ele estava sendo mantido em um lugar secreto desde segunda-feira, quanto foi libertado.

Sharia

O afegão, que teria se convertido durante uma viagem à Alemanha, foi preso há cerca de duas semanas e, pelo sistema de leis islâmicas, poderia ser condenado até à pena de morte por apostasia (abandono da fé).

A Constituição afegã garante a liberdade pessoal e reconhece a Declaração Universal de Direitos Humanos. Mas ela também diz que a lei do país está baseada na sharia, a lei islâmica, e há um artigo que diz explicitamente que ninguém tem o direito de transgredir o Islã.

O texto é deliberadamente ambíguo, porque tentou atender tanto às preocupações do Ocidente com o futuro da democracia no país quanto aos extremistas domésticos que defendem um Estado islâmico, segundo um correspondente da BBC.

Mais de mil pessoas protestaram em Mazar-e-Sharif, na segunda-feira, contra a decisão de suspender o julgamento de Rahman.