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29 de março, 2006 - 00h15 GMT (21h15 Brasília)

Ehud Olmert declara vitória em eleição israelense

O primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert, declarou vitória nesta quarta-feira em eleições gerais vistas como um plebiscito sobre o futuro dos territórios ocupados da Cisjordânia.

Olmert disse aos membros de seu partido, Kadima, de centro, que um período histórico na vida de Israel terminou e agora é hora de "abrir um novo capítulo".

Kadima havia proposto o estabelecimento de fronteiras permanentes até 2010 se vencesse o pleito.

O líder israelense disse que está disposto a manter conversações de paz com os palestinos se eles demonstrarem desejo de fazer concessões.

Pesquisas de boca-de-urna sugerem uma liderança por pequena margem para o Kadima, seguido do Partido Trabalhista, de centro-esquerda, e o direitista Likud, que estava à frente do governo, em quarta posição. Em terceiro lugar ficou o partido de extrema-direita Yisrael Beitenu.

Veja fotos das eleições

O líder do Likud, Benjamin Netanyahu, admitiu que seu partido "sofreu um duro revés". Mas disse que pretende "prosseguir no caminho que apenas começamos (a trilhar)".

A eleição foi convocada pelo fundador do Kadima, o primeiro-ministro Ariel Sharon, que sofreu um forte derrame em janeiro e está em coma.

Baixo comparecimento

Funcionários eleitorais disseram que o comparecimento às urnas entre os cerca de 5 milhões de eleitores inscritos foi de 62,3%, o mais baixo da história de Israel, e 5,7% inferior ao registrado nas eleições de 2003.

As primeiras pesquisas de boca-de-urna das eleições de terça-feira indicam que o Kadima, fundado há apenas quatro meses, deve ficar com a maior bancada no novo Parlamento de Israel.

De acordo com a boca-de-urna da Televisão Pública Israelense, o Kadima deve obter 29 das 120 cadeiras do Knesset. O Partido Trabalhista ficaria com 22 vagas e o Likud, com apenas 11.

O partido de extrema-direita Yisrael Beitenu, que propõe a transferência forçada de cidade árabes de Israel para território palestino, ficaria com 14 assentos no Parlamento.

Analistas afirmam que o líder do Kadima, o primeiro-ministro em exercício Ehud Olmert, pode ter dificuldades para estabelecer uma coalizão estável e para colocar seus planos em prática.