27 de março, 2006 - 09h07 GMT (06h07 Brasília)
O primeiro-ministro do Iraque, Ibrahim al-Jaafari, prometeu investigar a ação militar americana ocorrida em uma mesquita xiita da capital do país, Bagdá, na noite de domingo e que matou pelo menos 16 pessoas.
O premiê telefonou para o comandante das forças americanas no Iraque, George Casey, para pedir explicações, prometeu compensação para as famílias das vítimas e pediu para que elas tenham paciência até que o inquérito seja finalizado.
A polícia do Iraque disse que tropas do Exército americano entraram em confronto com simpatizantes do clérigo Moqtada Al Sadr em uma mesquita ao norte de Bagdá.
Um aliado de Al Sadr, Hazim Al Araji, acusou os militares americanos de matar "mais de 20 pessoas desarmadas que rezavam na mesquita".
Tensão
O Exército dos Estados Unidos diz que a ação "contra os insurgentes" teve o apoio das forças iraquianas.
O comunicado do Exército americano diz ainda que a mesquita não foi invadida ou danificada.
O número de mortos também varia, com a polícia iraquiana dizendo que foram 22 e os americanos, 16.
Correspondentes dizem que, com a cidade vivendo sob toque de recolher noturno, é difícil obter uma confirmação independente do ocorrido.
Mais mortos
Também neste domingo, as tropas americanas prenderam mais de 40 funcionários do Ministério do Interior do Iraque acusados de manter uma prisão secreta.
Em outro incidente, oficiais iraquianos encontraram 30 corpos, muitos deles decapitados, perto da cidade de Baquba.
Os corpos não foram identificados, mas parecem ser de homens, de acordo com informações fornecidas por uma autoridade local à agência de notícias France Press.
Os mortos foram achados por residentes perto de uma estrada na vila de Mullah Eid, a sudoeste de Baquba.
Outros 13 corpos foram encontrados em várias áreas de Bagdá, alguns algemados e com marcas de tiros.