25 de março, 2006 - 17h19 GMT (14h19 Brasília)
Manifestantes e policiais entraram em choque durante um protesto neste sábado contra o resultado das eleições em Belarus.
O protesto reuniu milhares de pessoas em um parque da capital do país, Minsk.
O líder oposicionista Aleksander Kozulin estava entre vários manifestantes que foram presos enquanto marchavam em direção a uma prisão onde outros oposicionistas estão detidos.
Ele teria sido retirado da multidão junto com membros de sua família, de acordo com testemunhas.
Há relatos de que a polícia teria espancado vários manifestantes e disparado granadas de fumaça e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.
Os manifestantes gritavam slogans como "Vergonha" e "Viva Belarus".
Apesar do confronto com a polícia, o protesto continuou.
Resultados
Os manifestantes se concentraram no parque depois que forças especiais fecharam o acesso à Praça de Outubro, onde eles pretendiam realizar o protesto.
Segundo resultados oficiais, o presidente Alexander Lukashenko foi eleito para um terceiro mandato na votação do último domingo, mas a oposição alega que houve fraude.
"As pessoas saíram às ruas hoje, eles vieram para enfrentar trincheiras, para enfrentar prisões. Nós estamos trabalhando contra a ditadura. Quanto mais as autoridades reprimirem, mais perto estarão do seu fim", disse Alexander Milinkevich, principal líder da oposição.
O protesto ocorreu um dia depois de a polícia ter tirado da Praça de Outubro centenas de manifestantes que participavam de um protesto no local desde domingo, dia da eleição.
A operação foi condenada por Estados Unidos e União Européia.
Sanções
O governo americano e o bloco europeu também anunciaram que pretendem impor sanções a Lukashenko e outros líderes de Belarus por não considerarem o processo eleitoral legítimo.
Os Estados Unidos pretendem impor sanções financeiras e restrições de viagem contra autoridades do país.
A União Européia também anunciou que imporá sanções contra líderes de Belarus.
O presidente diz que o pleito foi justo e democrático e que as reclamações eram "absurdas".
Ele também avisou que não haverá no país nenhuma revolução semelhante a que provocou a mudança do governo na vizinha Ucrânia.