23 de março, 2006 - 16h52 GMT (13h52 Brasília)
A líder do partido governista da Índia, Sonia Gandhi, renunciou nesta quinta-feira ao seu cargo no Parlamento do país depois de ser acusada de quebrar a lei por receber salários de duas fontes públicas.
A Constituição indiana não permite que parlamentares recebam salários por mais de um cargo público, a menos que o Parlamento aprove casos excepcionais.
No caso de Sonia Gandhi, ela também era membro do Conselho Nacional Consultivo – um órgão público criado para ser, segundo a definição em seu website, uma interface entre o governo e a população.
A política diz que está renunciando também de seu cargo no conselho.
Gandhi vai, no entanto, permanecer como presidente de seu partido, o Congresso, e disse que deve concorrer às próximas eleições parlamentares.
Nascida na Itália, Sonia Gandhi é viúva do antigo premiê indiano, Rajiv Gandhi, e se distanciou da política do país após o seu assassinato em 1991.
Ela assumiu a presidência do partido em 1998 e, após a surpreendente vitória nas eleições parlamentares de 2004, decidiu não assumir o cargo de primeira-ministra por ter escutado "vozes interiores".
A política deve voltar a concorrer para o Parlamento nas próximas eleições.