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Adestrador de cães é condenado por abusos no Iraque

O adestrador de cães Michael Smith se tornou nesta terça-feira o décimo soldado americano a ser condenado por abusar de prisioneiros na prisão iraquiana de Abu Ghraib, entre 2003 e 2004.

A corte marcial de Fort Meade, em Maryland, condenou o soldado de 24 anos por seis das treze acusações que enfrentava. A sentença será anunciada ainda nesta terça-feira.

A promotoria disse que Smith usava seu cão de raça para aterrorizar prisioneiros apenas por diversão.

Veja fotos de abusos de prisioneiros em Abu Ghraib

Em um caso, foi revelado que Smith competia com outro adestrador para ver qual deles conseguiria fazer com que os detidos defecassem de medo.

Outro adestrador

Uma das fotografias publicadas dos abusos de Abu Ghraib mostrava Smith mantendo seu cão a poucos centímetros do rosto de um prisioneiro visivelmente aterrorizado.

A promotoria disse que ele violou as regras de tratar prisioneiros humanamente e usar apenas o mínimo de força.

A defesa argumentou que as regras sobre o uso de cães não são claras, Smith seria um bom soldado e teria somente desempenhado seu trabalho ao fazer o cão latir para prisioneiros em um ambiente, descrito por eles, como perigoso.

A maior sentença recebida por um soldado americano por causa dos abusos de prisioneiros em Abu Ghraib foi a de Charles Graner, que pegou dez anos de prisão.

Outro adestrador de cães, o sargento Santos Cardona, deve ser julgado no dia 22 de maio.