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17 de março, 2006 - 18h40 GMT (15h40 Brasília)

Manifestantes desbloqueiam estradas no Equador

Depois de quatro dias de protestos, a Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador decidiu suspender o bloqueio das estradas do país nesta sexta-feira.

O protesto contra a assinatura de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos e a falta de investimentos do governo em suas comunidades pode ser retomado indefinidamente se o acordo for fechado, dizem os líderes indígenas.

Eles dizem que o acordo com os Estados Unidos irá afetar a maneira como eles garantem o próprio sustento e estão exigindo que o assunto seja decidido em referendo.

Os indígenas dizem cogitar a realização de grandes manifestações na capital do país, Quito.

Crise

O governo disse que vai tentar conseguir melhores condições na próxima rodada de negociações que começa em Washington no dia 23 de março.

O bloqueio indígena interrompeu o trânsito em quase toda a serra andina do país.

As manifestações terminaram após a promessa do governo de destinar US$ 2 milhões para a educação na província de Cotopaxi, o principal foco dos protestos.

Na quinta-feira, o ministro do Interior do Equador, Alfredo Castillo, renunciou alegando razões pessoais, mas também devido ao modo como o governo lidou com a crise.

Os protestos afetaram a indústria petroleira e ameaçaram desestabilizar o país.

Colômbia e Peru já assinaram acordos semelhantes com os Estados Unidos.