14 de março, 2006 - 23h47 GMT (20h47 Brasília)
Ahmed Saadat, 52, havia assumido o cargo de secretário-geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) há pouco tempo quando foi preso em conexão com a morte do ministro do Turismo israelense, Rehavam Zeevi, em 2001.
O ataque que matou Zeevi foi uma represália pelo assassinato do predecessor de Saddat, Abu Ali Mustafa, por Israel.
Saadat foi preso no início de 2002 e é a figura política mais importante mantida na prisão pela Autoridade Palestina.
Ele foi levado para Jericó sob supervisão internacional em um acordo para acabar com o cerco ao quartel-general do ex-líder palestino Yasser Arafat, em Ramallah, em maio de 2002.
Exílio
Saadat era um professor de matemática e veterano da primeira intifada palestina. Antes de ser preso pelos palestinos, passou cerca de 10 anos em prisões israelenses em oito ocasiões diferentes.
Acredita-se que é por causa de seu trabalho junto a outros detentos que Saadat foi escolhido para integrar a direção da FPLP.
"Ele tem bons contatos e é um homem do povo. Ele é uma figura carismática," diz Abdul Bari Atwan, editor do jornal árabe al-Quds al-Arabi.
![]() | |
| Abu Ali Mustafa foi assassinado |
O seu antecessor, Abu Ali Mustafa, foi um integrante da "velha guarda" de líderes exilados na capital síria, Damasco.
Como resultado, analistas acreditam que Mustafa não tinha a mesma familiaridade com a situação nos territórios ocupados como seu sucessor, e não teria a mesma popularidade.
Saadat tornou-se líder em outubro de 2001, dois meses depois do assassinato de Mustafa em um ataque israelense.
Saadat, no entanto, era visto como um líder mais radical e mais leal aos princípios originais do fundador da FPLP, George Habash.
Quanto assumiu, Saadat jurou vingar o assassinato de Abu Ali. Logo em seguida, o grupo assassinou Rehavam Zeevi.