13 de março, 2006 - 18h55 GMT (15h55 Brasília)
O julgamento de de Zacarias Moussaoui, o único indiciado nos Estados Unidos em conexão com os ataques de 11 de setembro de 2001, foi interrompido depois de alegações de conduta irregular contra o advogado que representa o governo americano.
A juíza Leonie Brinkema disse que a promotoria informou que um advogado representando a Federal Aviation Administration (FAA) discutiu o caso com várias testemunhas em potencial.
A juíza havia determinado que nenhuma testemunha deveria ser ouvida antes de depor no tribunal.
Brinkema suspendeu o julgamento até quarta-feira, alegando que precisa analisar se descarta ou não a pena de morte por causa das ações da promotoria.
Moussaoui se declarou culpado em seis acusações de conspiração.
A promotoria pediu pena de morte, mas os advogados de defesa estão tentando conseguir prisão perpétua.
"Violação"
"Em vários anos de tribunal, nunca vi tamanha violação de regras em relação a testemunhas", Brinkema disse.
A defesa imediatamente pediu que a pena de morte seja excluída como possível sentança.
"Não vamos ter um julgamento justo", alegou o advogado Edward McMahon.
A promotoria está tentando provar que Moussaoui sabia sobre os ataques de 11 de setembro e deliberadamente manteve silêncio durante um período anterior aos ataques, quando esteve preso nos Estados Unidos.
O francês de origem marroquina, de 37 anos de idade, foi preso pouco tempo antes dos ataques contra Nova York e Washington.
Moussaoui havia levantado suspeitas em uma escola de aviação.
No início, ele disse à polícia federal que estava aprendendo a voar por diversão.
Membro confesso da Al-Qaeda, Moussaoui disse que não estava envolvido nos ataques de 11 de setembro, mas fazia parte de uma conspiração maior, cujo objetivo era usar aviões para atacar a Casa Branca.
O julgamento, no Estado da Virgínia, está em sua segunda semana, e deve durar três meses.