11 de março, 2006 - 08h39 GMT (05h39 Brasília)
O Departamento de Estado americano afirmou que um cidadão americano que estava entre os quatro ativistas seqüestrados em novembro de 2005 foi morto.
Tom Fox foi levado no dia 26 de novembro junto com o britânico Norman Kember e os canadenses James Loney e Harmeet Singh Sooden.
Uma gravação em vídeo mostrando os outros três homens foi divulgada na terça-feira, mas Fox não era mostrado na gravação.
Fox, 54, trabalhou no Iraque, com organizações de defesa dos direitos humanos do país, nos últimos dois anos.
"Tom Fox... combinava uma leveza de espírito, com uma forte oposição a todo tipo de opressão e o reconhecimento de Deus em todos", de acordo com um comunicado.
Os diretores da organização, Doug Pritchard e Carol Rose, pediram às pessoas para que "deixem de lado inclinações de caluniar ou endemoninhar os outros, não importa o que tenham feito".
"O FBI verificou a identidade do corpo encontrado no Iraque na manhã de sexta-feira. Exames adicionais serão feitos nos Estados Unidos, mas os agentes acreditam que este é o corpo de Tom Fox", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Noel Clay.
"A família foi avisada e enviamos nossos pêsames para a família", acrescentou.
Fox, de 54 anos, era de Clearbrook, Virgínia, e tinha dois filhos.
Segundo o Departamento de Estado americano o corpo de Fox foi encontrado na manhã de sexta-feira, mas o local onde foi encontrado não foi divulgado.
Clay também disse que não se soube imediatamente como Fox morreu.
Exigência
Os quatro homens estavam viajando com o grupo pacifista do Canadá, Equipes Pacifistas Cristãs, quando foram levados por um grupo que se autodenomina Espadas da Verdade.
Depois de seqüestrar os quatro, o grupo exigiu a libertação de todos os prisioneiros mantidos no Iraque e, até agora, divulgaram quatro gravações em vídeo dos reféns.
Mas Fox não apareceu no último vídeo, que foi mostrado pelo canal de televisão Al Jazeera na terça-feira, e datado de 28 de janeiro.
A gravação silenciosa parecia mostrar os outros três reféns pedindo que os governos de seus países garantissem a libertação.
Os seqüestradores não deram mais informações a respeito das condições ou do paradeiro dos outros três reféns.