08 de março, 2006 - 18h24 GMT (15h24 Brasília)
Um grupo de homens vestidos em uniformes policiais seqüestrou 50 empregados de empresa de segurança em Bagdá nesta quarta-feira.
Entre os seqüestrados estavam o diretor da empresa, seguranças e funcionários administrativos. A empresa Al-Rawafed fica em Zayouna, um bairro no leste da capital iraquiana.
Segundo o ministro do Interior, Falah al-Mohammedawi, os homens forçaram seguranças, motoristas, técnicos de computador e outros empregados da empresa a entrarem em sete veículos.
As vítimas não teriam resistido, acreditando estarem sendo na verdade levados pela polícia.
Corpos
De acordo com a agência AP, Al-Rawafid é uma das dezenas de empresas de segurança privada que prestam serviços para outras companhias no Iraque.
Um dos seus principais clientes é a operadora de telefones celulares Iraqna, subsidiária da gigante egípcia Orascom.
Vários seguranças da empresa são ex-soldados do Exército do regime de Saddam Hussein.
Também nesta quarta-feira, 20 corpos de homens foram encontrados na cidade. Dezoito deles tinham sido estrangulados ou mortos a tiros em um microônibus em uma área sunita no oeste da cidade. Os outros dois foram encontrados no leste de Bagdá, amarrados e com marcas de balas no corpo.
O bairro onde fica a companhia é uma área mista xiita e sunita – não está claro se o ataque tem algum fundo sectário.
Mais violência
Em outros desdobramentos desta quarta, dois policiais foram mortos e cinco pessoas ficaram feridas em um atentado a bomba no centro de Bagdá. Outra bomba, que tinha como alvo um comboio do ministro do Interior, Bayan Jabr, no centro da cidade, matou duas pessoas, de acordo com a polícia. O ministro não estava no comboio.
Duas pessoas foram mortas na explosão de um carro-bomba no oeste de Falluja, segundo a polícia.
Em Mosul, um soldado americano foi morto e quatro ficaram feridos na explosão de uma bomba que atingiu a patrulha em que estavam.