04 de março, 2006 - 11h19 GMT (08h19 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, elogiou o papel do Paquistão na guerra contra o terrorismo, mas disse que mais precisa ser feito para derrotar Al-Qaeda.
Bush, que chegou a Islamabad na sexta-feira à noite, reafirmou a "parceria estratégica ampla e duradoura" com o Paquistão.
Falando em entrevista coletiva depois de encontro com o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, Bush disse ainda que acredita que o futuro do Paquistão está na democracia.
Musharraf, por sua vez, disse que esperava uma nova era de cooperação entre seu país e os Estados Unidos.
'Sem recuo'
Bush elogiou Musharraf por sua "decisão ousada" de lutar contra o terrorismo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
Segundo Bush, o presidente do Paquistão "entende o que está em jogo, entende a responsabilidade, a necessidade de garantir a estratégia capaz de derrotar o inimigo".
Mas, de acordo com o presidente americano, mais precisa ser feito para derrotar Al-Qaeda.
A melhor maneira de conseguir isso, disse ele, é "compartilhar a boa inteligência, localizá-los (Al-Qaeda) e, então, preparar-se para levá-los à Justiça".
Ele disse que nem os Estados Unidos e nem o Paquistão "recuariam diante desses assassinos", acrescentando: "Vamos vencer juntos essa guerra".
'Essência da democracia'
Bush disse que grande parte de suas discussões com o general Musharraf foram sobre reformas democráticas.
Ele disse acreditar que "a democracia é o futuro do Paquistão".
"O presidente Musharraf entende que a longo prazo a maneira de derrotar o terrorismo é substituir uma ideologia de ódio com uma ideologia de esperança", disse.
Segundo o presidente americano, as eleições presidenciais no Paquistão marcadas para 2007 são uma grande oportunidade, acrescentando que elas precisam ser abertas e honestas.
O general Musharraf, que assumiu o poder em um golpe sem sangue em 1999, reconheceu que seu posto e uniforme militares ainda são um tema que precisa ser tratado.
No entanto, ele argumentou ser o responsável por levar ao Paquistão o que ele chamou de essência da democracia.