03 de março, 2006 - 22h08 GMT (19h08 Brasília)
O mais alto comandante militar americano no Iraque disse que a crise desta semana não está fora de controle.
A crise foi deflagrada pelo ataque ao santuário xiita em Samarra, na semana passada, seguido de ataques de violência sectária.
De acordo com o general George Casey, os iraquianos continuam sob ameaça de ataques por aqueles que prometeram fazer tudo para impedir a formação de um governo eleito constitucional.
Casey elogiou as forças de segurança iraquianas e a forma que elas responderam à violência dos militantes, responsável pela morte de 350 civis.
Desafio
Casey falou em teleconferência para repórteres em Washington, nesta sexta-feira, e afirmou que "a crise passou".
Mesmo assim, as milícias seriam "um desafio e um problema de longo prazo e não existe uma bala de prata".
Ele disse que os militares esperam que alguns integrantes das milícias sejam aos poucos ser integrados nas forças de segurança do governo.
A onda de violência depois de Samarra dificultou ainda mais as negociações para a formação de um governo de unidade nacional e ameaçam as esperanças dos americanos de iniciar a retirada das tropas a partir de julho.
Políticos sunitas, curdos e alguns seculares lançaram uma campanha para impedir que o primeiro-ministro Ibrahim al-Jaafari seja conduzido a um segundo mandato.
Casey disse, no entanto, que ainda planeja fazer uma avaliação em abril ou maio para analisar o possível início do processo de retirada.