02 de março, 2006 - 01h11 GMT (22h11 Brasília)
O primeiro-ministro do Kosovo, Bajram Kosumi, renunciou alegando que precisava preservar a coalizão de governo.
Kosumi estava sendo acusado de ser ineficaz por integrantes da coalizão, apesar de ser uma figura importante na delegação que participa das conversações sobre o futuro status do Kosovo.
O ex-comandante do Exército de Libertação do Kosovo, Agim Ceku, teria sido indicado como sucessor de Kosumi.
Oficialmente parte da Sérvia, Kosovo tem sido administrado desde 1999 pela ONU e a maioria da população, de origem albanesa, quer independência.
Brigas internas
"Considero a renúncia um ato acertado e moralmente correto," disse Kosumi - que ocupou o cargo por menos de um ano.
O primeiro-ministro vinha sendo vítima de críticas por parte de integrantes de seu próprio partido, a Aliança para o Futuro do Kosovo. Para os companheiros de partido, Kosumi não teria tido uma performance à altura de seu predecessor, Ramush Haradinaj.
Haradinaj deixou o cargo no ano passado, quando foi indiciado por crimes de guerra pelo Tribunal Internacional de Haia.
Segundo correspondentes, Kosumi foi vítima de brigas internas no partido que comanda a coalizão, a Liga Democrática do Kosovo.
Negociações
No mês passado, os kosovares de origem étnica albanesa e sérvia tiveram dois dias de negociações em Viena, que diplomatas esperam que possa resultar em um acordo sobre o status do Kosovo no ano que vem.
Depois do êxodo de kosovares não albaneses, hoje já existem cerca de 1,5 milhão de kosovares de origem albansea em Kosovo e cerca de 100 mil kosovares de origem sérvia.