28 de fevereiro, 2006 - 05h34 GMT (02h34 Brasília)
O ex-presidente do Iraque Saddam Hussein deve retornar à corte em Bagdá nesta terça-feira.
Saddam e outros sete réus são acusados da morte de 148 xiitas na cidade de Dujail em 1982, depois que Saddam Hussein foi alvo de uma tentativa frustrada de assassinato.
O julgamento foi marcado por problemas, incluindo lentidão nos procedimentos, adiamentos, a renúncia do juiz chefe e o assassinato de advogados de defesa.
Na segunda-feira, Saddam e os outros réus encerraram uma greve de fome que já durava 11 dias.
Seu principal advogado de defesa, Khalil al-Dulaimi, disse que o protesto foi encerrado por “motivos de saúde”.
Ele e outros réus no mesmo caso haviam decidido parar de comer em protesto contra o tratamento que vêm recebendo do tribunal.
Os advogados de defesa anunciaram também que encerraram o boicote que estavam fazendo ao tribunal.
Lentidão
Al-Dulaimi disse que seu cliente perdeu entre 4 kg e 5 kg, mas está com a moral alta.
Outro advogado de defesa, Khamis al-Obeidi, confirmou que os oito advogados de defesa iraquianos devem comparecer à sessão de terça-feira e os advogados estrangeiros devem comparecer em uma outra data.
O promotor-chefe, Jaafar al-Moussawi, disse que a sessão desta terça-feira deve incluir a leitura das declarações de seis testemunhas e a apresentação de mais provas, documentos, a respeito das acusações contra os oito réus.
A última sessão do julgamento, ocorrida em 14 de fevereiro, foi interrompida com a informação de que Saddam Hussein e os outros réus estavam iniciando uma greve de fome.
Se condenado, o ex-líder iraquiano pode ser condenado à morte.