26 de fevereiro, 2006 - 17h29 GMT (14h29 Brasília)
Um bairro de população sunita ao sul da Bagdá foi atingido por pelo menos sete morteiros neste domingo. O ataque, num momento de grande movimento, matou pelo menos 16 pessoas e feriu 40.
Dezenas de vítimas, no bairro de Dora, foram levadas para um hospital nas proximidades.
Bagdá e três províncias vizinhas haviam sido colocadas na sexta e no sábado sob toque de recolher para evitar novos confrontos. O toque de recolher foi suspenso no domingo, mas o trânsito de veículos não autorizados ainda está proibido na capital.
Também neste domingo, um novo santuário xiita foi atacado, apesar das medidas e dos apelos para tentar prevenir a violência sectária iniciada na quarta-feira após o ataque a um dos mais importantes santuários xiitas do país.
O alvo do ataque neste domingo foi o santuário de Al-Amir, na cidade de Basra, no sul do país.
Segundo as primeiras informações, duas pessoas foram feridas por uma bomba colocada dentro do santuário.
Ao menos 165 pessoas – em sua maioria sunitas – já morreram em confrontos desde o ataque ao santuário de Al-Askari, na cidade de Samarra, na quarta-feira.
Líderes religiosos sunitas dizem que mais de 180 mesquitas sunitas em todo o país foram alvos de ataques em represália ao atentado, que gerou temores sobre uma possível guerra civil no país.
Na cidade de Hilla, ao menos duas pessoas morreram neste domingo pela explosão de uma bomba em uma estação de ônibus. A polícia disse que a bomba havia sido deixada dentro de um ônibus.
Os novos episódios de violência ocorrem após líderes políticos e religiosos do Iraque terem se reunido no sábado para pedir calma e trabalhar em um possível governo de união nacional envolvendo sunitas e xiitas.