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24 de fevereiro, 2006 - 19h36 GMT (16h36 Brasília)

Venezuela restringe vôos de empresas americanas

O governo da Venezuela anunciou a suspensão de vários vôos de empresas aéreas dos Estados Unidos em operação no país a partir do dia 1º de março.

A freqüência de vôos da Delta e da Continental vai sofrer uma queda de até 70%, e a American Airlines também deve ser afetada pela medida.

O governo venezuelano acusa os Estados Unidos - que impuseram restrições semelhantes a empresas venezuelanas dez anos atrás - de restringir o acesso ao mercado americano a empresas aéreas venezuelanas.

A relação entre os dois países, que já era tensa, piorou nas últimas semanas, depois da expulsão mútua de diplomatas acusados de espionagem e de uma troca de farpas entre a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Segurança

A Continental Airlines tem vôos diários entre Caracas e Houston e vôos semanais para Nova York.

A Delta opera um vôo diário para Atlanta, e a American Airlines dispõe de vôos diários entre Caracas, Porto Rico e Miami.

O Instituto de Aviação Nacional da Venezuela disse em comunicado que "esgotou todas as vias de negociação com a autoridade aeronáutica dos Estados Unidos".

"Fomos forçados a reduzir a freqüência dos vôos das companhias aéreas americanas", disse a entidade.

Os venezuelanos acusam a autoridade de aviação americana de "não conceder direitos das empresas aéreas venezuelanas concedidos em acordos bilaterais".

A Administração de Aviação americana restringe a atuação de empresas aéreas venezuelanas nos Estados Unidos desde 1996, alegando que os procedimentos de segurança deveriam ser reforçados.

Oficiais venezuelanos afirmam que a segurança de seus vôos foi ampliada, mas que as restrições continuam.