21 de fevereiro, 2006 - 02h58 GMT (00h58 Brasília)
Um servo-bósnio acusado de ter cometido crimes de guerra foi extraditado pelo governo argentino para o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia, na Holanda.
Milan Lukic foi preso em agosto do ano passado em Buenos Aires depois de passar mais de cinco anos foragido.
Ele foi indiciado pelo tribunal por crimes supostamente cometidos durante a guerra na Bósnia.
Lukic é acusado de formar, em 1992, um grupo paramilitar que trabalhava com a polícia local e unidades militares para instalar um "regime de terror" contra muçulmanos bósnios na cidade de Visegrad.
No caso contra Lukic são citados dois episódios em que ele teria prendido pessoas dentro de prédios antes de colocar fogo nelas, matando pelo menos 140.
Lukic já foi condenado à revelia pela Justiça sérvia a 20 anos de prisão por crimes de guerra.
Em 2003, um tribunal em Belgrado condenou Lukic e outros três homens por torturar e matar dezesseis civis muçulmanos que eles seqüestraram de um ônibus que viajava da Sérvia para a Bósnia, em 1992.
Autoridades sérvias dizem que Lukic chefiava um grupo paramilitar que teria sido responsável por seqüestrar, torturar e matar as vítimas - todas das repúblicas que faziam parte da antiga Iugoslávia - antes de jogá-las em um rio.
O incidente - conhecido como o caso Sjeverin, cidade onde as vítimas foram seqüestradas - foi o crime mais sério cometido em território sérvio durante os conflitos nos Bálcãs nos anos 90.