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18 de fevereiro, 2006 - 18h43 GMT (16h43 Brasília)

Nove estrangeiros são seqüestrados na Nigéria

Nove trabalhadores estrangeiros da indústria petrolífera foram seqüestrados na manhã deste sábado na região do Delta do rio Níger, na Nigéria.

O grupo inclui três americanos, dois tailandeses, dois egípcios, um britânico e um filipino.

Um terminal de exportação da Shell, Forcados, foi incendiado e suas atividades, suspensas.

Os ataques acontecem um dia após um líder militante ter dito à BBC que o grupo estava declarando "guerra total" contra todos os interesses petrolíferos estrangeiros na região do Delta.

'Vergonha'

O Movimento para Emancipação do Delta do Rio Níger havia dado um prazo até a meia-noite de sexta-feira para que todos as empresas de petróleo e seus empregados deixassem a região.

Em um e-mail divulgado pela agência de notícias Reuters, após o seqüestro, o grupo ameaçou com "ações em grande escala".

"Decidimos, em resposta aos apelos de nossos companheiros nestas comunidades, realizar mais ataques contra instalações de petróleo e gás no Estado do Delta", disse o grupo.

Dois militares que protegiam os trabalhadores foram feridos no ataque.

"Estes indivíduos (os trabalhadores) e instalações eram protegidos por um grande número de soldados que resistiram por um período vergonhosamente curto antes de escaparem para garantir seu bem-estar pessoal", disse o e-mail do grupo.

Lucros

Os homens trabalhavam para a Willbros, uma empresa de engenharia americana contratada pela Shell.

Forcados, localizado cerca de cinco km da costa nigeriana, extrai 380 mil barris por dia e é uma dos dois maiores centros de exportação de petróleo da Shell na Nigéria.

Os danos causados pelo ataque ainda estão sendo contabilizados.

Na quarta-feira, militares nigerianos realizaram ataques a embarcações que eles disseram estar sendo usadas por militantes para transportar petróleo roubado.

Rebeldes danificaram recentemente duas bases de extração do produto, seqüestraram quatro trabalhadores estrangeiros e sabotaram dois grandes poços de petróleo.

O grupo quer um maior controle sobre os dividendos gerados pelo petróleo nigeriano.

A Nigéria é o maior exportador de petróleo da África e o quinto maior fornecedor do produto para os Estados Unidos.