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18 de fevereiro, 2006 - 16h24 GMT (14h24 Brasília)

Político italiano que usou camiseta com charges renuncia

O ministro italiano das reformas, Roberto Calderoni, pediu demissão neste sábado, dias após ter criado polêmica por ter usado uma camiseta com as charges dinamarquesas do profeta Maomé.

Ele vinha sofrendo pressão de seus colegas no gabinete italiano, incluindo do premiê Silvio Berlusconi.

O ministro pertence a Liga do Norte, partido político famoso por sua posição contrária a imigração.

Calderoni defendeu o uso da camiseta como um protesto contra o que chamou de intolerância islâmica.

10 mortos

Seu protesto, no entanto, gerou indignação na Líbia, onde uma manifestação violenta resultou na morte de dez pessoas.

O ministro da Segurança da Líbia foi suspenso e está sendo investigado pelo suposto uso de força excessiva contra os manifestantes.

Na sexta-feira, a polícia líbia havia impedido que centenas de manifestantes invadissem o consulado italiano na cidade de Benghazi.

O Congresso da Líbia classificou as vítimas fatais do protesto como "mártires".

Outros protestos

Também neste sábado, na Nigéria, a polícia usou gás lacrimogênio para conter o protesto de uma multidão no Estado de Borno.

Foram queimadas igrejas e lojas pertencentes a cristãos.

O Paquistão proibiu mais manifestações, um dia antes de um grande protesto marcado para a capital do pais, Islamabad, embora os organizadores digam que a marcha vai acontecer como prevista.

Grupos de defesa da liberdade de expressão na Russia condenaram a decisão do governo do país de fechar um jornal que publicou uma caricatura do profeta Maomé ao lado de Jesus, Buda e Moisés.

A polícia londrina calculou em dez mil o numero de pessoas que atenderam um protesto no centro da capital britânica neste sábado.