17 de fevereiro, 2006 - 01h50 GMT (23h50 Brasília)
O presidente americano, George W. Bush, defendeu nesta quinta-feira a forma como o vice-presidente Dick Cheney lidou publicamente com um acidente de caça em que atirou em um amigo.
Cheney foi criticado pela imprensa americana por ter demorado a informar o público de que havia atingido o amigo Harry Whittington, de 78 anos, com uma bala de perdigão durante uma caçada de codornas num rancho no Texas.
O incidente ocorreu no sábado, mas só foi divulgado no domingo e o vice-presidente só se pronunciou sobre o ocorrido na quarta-feira, quatro dias depois.
Nas suas primeiras declarações sobre o incidente, Bush disse que Cheney lidou com o incidente "perfeitamente bem".
"Foi um momento profundamente traumático para ele e, obviamente, foi um momento trágico para Harry Whittington (a vítima)", disse Bush. "Eu estou satisfeito com a explicação que ele deu."
Ainda nesta quinta-feira, o gabinete do xerife que investiga o incidente disse que que Cheney não terá que responder a processo criminal.
O xerife do condado de Kenedy endossou a versão de Cheney de que o que aconteceu no rancho foi um acidente.
Segundo o responsável pela investigação, Cheney e seus companheiros de caça não estavam alcoolizados e estavam devidamente equipados.
Os médicos que cuidam de Harry Whittington, de 78 anos, dizem que ele está se recuperando bem, depois de ter sofrido um ataque de coração na terça-feira por causa de um projétil que se alojou no seu coração.
Whittington também disse que foi atingido por acidente.
O correspondente da BBC em Washington diz que, apesar do apoio público de Bush, os republicanos começam a questionar se o vice-presidente deve continuar no governo ou sair antes das eleições presidenciais de 2008.
Esses políticos associam Cheney a aspectos impopulares da administração Bush e criticam a sua resistência ou inabilidade em se adaptar ao jogo político e se preocupar mais com a sua imagem.