17 de fevereiro, 2006 - 16h42 GMT (14h42 Brasília)
O líder da União Africana, o presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, disse nesta sexta-feira que a corrupção custa à África cerca de 25% da renda total da região.
Obasanjo disse que o saque às riquezas do continente está privando a região de US$ 148 bilhões ao ano.
Ele disse que indústrias como as do petróleo e do gás são as mais atingidas e acusou o Ocidente de cumplicidade, ao permitir que os ganhos com corrupção sejam mantidos em bancos fora da África.
Obasanjo prometeu combater o problema dentro da Nigéria tornando a indústria do petróleo no país mais transparente.
Quênia
As declarações de Obasanjo foram feitas no mesmo dia em que um tribunal do Quênia indiciou o ex-ministro da Segurança Nacional, Chris Murungaru, sobre sua recusa em declarar seus bens à Comissão Anti-Corrupção do país.
Ele havia sido chamado a explicar como havia adquirido uma considerável fortuna e para prestar esclarecimentos sobre bens e extratos bancários de familiares e aliados próximos.
As acusações apareceram após investigações sobre o desvio de milhões de dólares. O escândalo levou à renúncia ou à demissão de três ministros.
Milhares de manifestantes vêm protestando nas ruas da capital, Nairóbi, pedindo a renúncia de outros ministros e do vice-presidente, Moody Awori.
Os membros do governo foram citados em um relatório do ex-investigador anti-corrupção, John Githongo. Todos afirmam ser inocentes.