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16 de fevereiro, 2006 - 12h03 GMT (10h03 Brasília)

Somália enfrenta pior seca em 40 anos, diz Oxfam

A Somália está enfrentando a pior seca em 40 anos em partes do país, e algumas pessoas já estão morrendo em razão da falta d´água, alerta a organização não-governamental (ONG) Oxfam.

Funcionários da ONG, que presta ajuda humanitária e apoio ao desenvolvimento, afirmam que pelos menos sete pessoas já morreram de desidratação e dezenas de milhares enfrentam o mesmo risco.

As pessoas nas regiões mais afetadas estão sobrevivendo com apenas três copos de água por dia (830 ml, usados para beber, cozinhar e tomar banho), enfrentando temperaturas superiores a 40 graus Celsius.

A Oxfam relata uma situação nunca antes vista, com muitas pessoas pedindo àgua à beira da estrada.

Toda a água existente na superfície secou, as reservas nos poços estão acabando e muitos precisam caminhar até 70 km para encontrar água.

"Não me lembro de situação pior. Algumas pessoas estão morrendo e as crianças estão tomando a própria urina porque simplesmente não há água para beber", disse à Oxfam Abdullahi Maalim Hussein, líder de um vilarejo.

Escolas e grupos religiosos islâmicos arrecadaram US$ 200 mil – uma quantia considerável num país tão pobre como a Somália – para tentar ajudar a população atingida.

Dez caminhões-pipa deixaram a capital, Mogadishu, na quarta-feira, levando água às regiões mais afetadas pela seca ao sul da Somália.

A Oxfam espera montar outra operação semelhante na semana que vem, mas adverte que, sem uma grande campanha para abastecer a região com água, mais crianças devem morrer.