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16 de fevereiro, 2006 - 19h01 GMT (17h01 Brasília)

Hamas deve indicar primeiro-ministro moderado

Dirigentes do Hamas disseram nesta quinta-feira que que Ismail Haniya será indicado pelo partido como primeiro-ministro palestino, segundo agências de notícias.

Haniya, considerado um pragmático, é visto como um dos líderes do Hamas mais abertos ao diálogo com Israel.

Ele liderou a lista de candidatos do grupo nas eleições parlamentares de janeiro, na qual o Hamas conseguiu uma surpreendente vitória.

O grupo ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nomeação.

A indicação de Haniya deve ser apresentada ao líder palestino Mahmoud Abbas neste sábado.

O passo seguinte seria um convite de Abbas para que Haniya forme um novo governo, que depois teria de passar ainda por um voto de confiança do Parlamento.

Israel diz que não vai negociar com um governo liderado pelo Hamas, a não ser que o grupo renuncie à violência e reconheça o Estado de Israel.

Movimentação

O Ministério da Defesa de Israel recomendou a imposição de restrições para o movimento de palestinos depois da posse do parlamento, cuja maioria é do Hamas.

O parlamento palestino será empossado neste sábado, e a nova administração, liderada pelo grupo islâmico será sediada na Faixa de Gaza.

As recomendações do governo israelense incluem a proibição da saída de trabalhadores palestinos da Faixa de Gaza e da entrada em Israel ou na Cisjordânia.

O Ministério da Defesa de Israel também propõe tornar os pontos de cruzamento entre Israel e Gaza uma fronteira internacional, o que levaria ao aumento da segurança nessas áreas.

As sugestões ainda precisam ser aprovadas pelo primeiro-ministro israelense em exercício, Ehud Olmert.

Pressão

Na quarta-feira, o governo israelense ampliou a pressão sobre a Autoridade Palestina ao ameaçar cortar relações com o próximo primeiro-ministro palestino se ele for afiliado ao Hamas.

O ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, disse que seria impróprio lidar com a Autoridade Palestina depois que o Hamas venceu as eleições parlamentares palestinas no mês passado.

O Hamas rejeitou a exigência de reconhecer Israel e renunciar à violência.

Anteriormente Israel havia afirmado que poderia trabalhar com o líder palestino Mahmoud Abbas, se ele não cooperasse com o Hamas.