14 de fevereiro, 2006 - 13h04 GMT (11h04 Brasília)
Centenas de milhares de pessoas se reuniram em Beirute para membrar o primeiro aniversário do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik Hariri.
Um mar de bandeiras vermelhas e brancas, as cores do Líbano, saudou o filho de Rafik, Saad Hariri, que fez um discurso na Praça do Mártir.
A morte de Rafik Hariri no ataque de um caminhão-bomba em 14 de fevereiro de 2005 deu início a enormes protestos de ruas e a retirada de forças sírias do país.
Uma investigação da ONU implicou a Síria no ataque, mas o governo sírio nega qualquer envolvimento.
Justiça
Saad hariri disse à BBC que está confiante que os assassinos de seu pai serão levados à justiça.
Ele falou atrás de um vidro a prova de balas, tendo voltado ao Líbano depois de seis meses de auto-exílio.
"Como libaneses, mais do que cristãos ou muçulmanos, vamos chorar primeiro pelo Líbano", disse Saad à multidão.
Cartazes lembravam outros políticos e jornalistas que morreram em uma série de ataques a bomba desde o assassinato de Hariri.
Saad disse em entrevista à BBC que tem confiança na investigação da ONU em torno da morte de seu pai.
"Acredito que eles são profissionais, que fizeram um bom trabalho e acho que um dia a verdade vai vir à tona", disse Saad Hariri, para quem o povo libanês agora precisa lutar para "preservar a democraria, sua liberdade e a soberania que nos lutamos para conseguir".
Analistas acreditam que muito do idealismo que moveu os protestos contra a Síria agora parece ter dado lugar à desilusão e a ansiedade.
Apesar da retirada das tropas sírias, as bombas atribuídas a eles continuaram depois da saída das tropas.