11 de fevereiro, 2006 - 21h49 GMT (19h49 Brasília)
O governo da Dinamarca pediu para que seus cidadãos deixem a Indonésia, temendo que eles sejam alvo de represálias por causa das charges que ironizam o profeta Maomé, publicadas em um jornal de Copenhague há algumas semanas.
O Ministério das Relações Exteriores dinamarquês disse que informações coletadas por serviços de inteligência sugerem que um grupo extremista está perseguindo cidadãos e interesses do país na nação asiática.
Na tarde deste sábado, a Dinamarca retirou seus embaixadores da Indonésia e do Irã, depois que eles receberam ameaças descritas pelo governo como "sérias e concretas".
Na sexta-feira, o país europeu já havia pedido a saída de seus diplomatas de Damasco, na Síria, dizendo que as autoridades locais haviam reduzido a segurança deles para um nível "inaceitável".
Alvo
A embaixada dinamarquesa na capital síria foi atacada há uma semana, durante um protesto contra as charges.
Depois disso, o governo da Dinamarca pediu para que seus cidadãos saíssem da Síria imediatamente.
Um dia após o ataque, o Ministério das Relações Exteriores da Síria divulgou um comunicado dizendo "lamentar os atos de violência que acompanharam os protestos".
O governo sírio não comentou o anúncio da retirada dos diplomatas.
A embaixada da Finlândia vai assumir os serviços consulares da Dinamarca no Irã.
Na Indonésia, diplomatas da Holanda é que vão seguir com as atividades do país escandinavo.
E na Síria, o mesmo será feito pela embaixada da Alemanha.