10 de fevereiro, 2006 - 04h21 GMT (02h21 Brasília)
Uma grande operação de segurança está ocorrendo pouco antes da abertura, nesta sexta-feira, dos Jogos Olímpicos de Inverno em Turim, no norte da Itália.
As autoridades estão gastando mais de US$ 100 milhões com a operação de segurança, com 15 mil policiais enviados à cidade.
O espaço aéreo acima de Turim foi fechado pois 15 chefes de estado devem participar da cerimônia de abertura dos jogos nesta sexta-feira.
Na quinta, a tocha olímpica foi desviada em seu percurso dentro de Turim para evitar um protesto contra o projeto de uma ferrovia para trens de alta velocidade e também contra o excesso de gastos com os jogos.
'Jogos sujos'
Uma declaração do governo italiano afirmou que a segurança nos jogos está se concentrando em duas questões - a possível repercussão interna dos protestos de muçulmanos no mundo todo contra a publicação de charges de Maomé e a crescente agressividade de grupos anaquistas e subversivos italianos.
Duas aeronaves de vigilância da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) vão reforçar a proibição de vôos no espaço aéreo de Turim durante a cerimônia de abertura.
O governo italiano alertou várias vezes para a ameaça de problemas com manifestantes tentando conseguir atenção internacional durante o evento.
A tocha olímpica teve seu percurso interrompido várias vezes na Itália durante sua viagem de dois meses pelo país.
Na quinta-feira a polícia teve que mudar a rota da chama olímpica em Turim para evitar as centenas de manifestantes protestando contra a instalação da linha férrea.
Os manifestantes afirmam que a construção de túneis para a ferrovia no vale de Susa, onde alguns dos eventos dos Jogos Olímpicos de Inverno vão ocorrer, vai arruinar o meio ambiente e liberar amianto e urânio na atmosfera.
"Estes são os jogos sujos pois foram gastas enormes quantidades de dinheiro e não sabemos qual será seu uso no futuro", disse um manifestante que não se identificou à agência de notícias Reuters.