10 de fevereiro, 2006 - 23h32 GMT (21h32 Brasília)
Um grupo militante palestino desconhecido afirmou que o Egito deve libertar os prisioneiros palestinos em troca da libertação do diplomata egípcio que foi seqüestrado.
O grupo, chamado Brigadas al-Ahrar, afirmou que vai libertar Hussam al-Musali se todos os palestinos presos no Egito forem libertados dentro de 48 horas.
Seqüestros de estrangeiros são freqüentes na Faixa de Gaza, mas o adido militar egípcio Hussam al-Musali é o primeiro diplomata a passar por esta situação.
O carro de al-Musali foi parado na Cidade de Gaza, quando ele ia para o trabalho na quinta-feira.
Outros grupos militantes palestinos condenaram o seqüestro, chamando-o de "ato de covardia" que ameaça as relações palestinas com o Egito.
Al Jazeera
A declaração do grupo Brigadas al-Ahrar foi obtida pelo canal de televisão Al Jazeera na Faixa de Gaza e sua autenticidade não pode ser verificada por uma fonte independente.
A declaração afirma: "Pedimos que o povo egípcio, a família do diplomata e todas organizações de defesa dos direitos humanos pressionem o governo do Egito para libertar todos os prisioneiros palestinos que estão no país".
"Se o Egito não atender esta exigência, será o único responsável pelas trágicas conseqüências."
A declaração prossegue afirmando que o Egito está mantendo dezenas de prisioneiros palestinos. O governo do país ainda não respondeu à exigência.
Al-Musali foi levado durante o dia quando já estava próximo da missão egípcia na Cidade de Gaza, depois que dois atiradores acertaram os pneus do carro onde o diplomata estava.
O seqüestro foi condenado por um porta-voz do Hamas, o partido vitorioso das eleições parlamentares de janeiro. O porta-voz afirmou que o Hamas está "profundamente indignado com este crime".
O ministério do Interior da Autoridade Palestina disse que os seqüestradores serão "punidos segundo a lei e medidas severas serão tomadas para evitar atos similares".
Uma declaração colocada em uma página na internet associada ao grupo Jihad Islâmico reprovou o seqüestro e pediu a libertação imediata do diplomata egípcio.
O grupo elogiou o papel do Egito nos territórios palestinos e pediu pelo "fim da ilegalidade e dos seqüestros de estrangeiros e árabes".