09 de fevereiro, 2006 - 18h08 GMT (16h08 Brasília)
Um diplomata egípcio foi seqüestrado por palestinos armados na Cidade de Gaza nesta quinta-feira, informou o governo do Egito.
Casos de seqüestro têm sido registrados com maior freqüência na Faixa de Gaza desde a retirada israelense, no ano passado, este é o primeiro envolvendo um diplomata.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse ter instruído as forças de segurança para encontrar imediatamente os responsáveis pelo seqüestro de Hussam Al-Mawsili.
"Não deixaremos que ninguém estrague as relações fraternais entre a Palestina e o Egito", disse ele.
Membros do governo egípcio vêm operando em Gaza há meses para ajudar na reestruturação das forças de segurança palestinas e têm, geralmente, boas relações com os grupos armados da região.
O seqüestro foi condenado por um porta-voz do grupo militante Hamas, que venceu as recentes eleições para a Autoridade Palestina.
Pobreza
Também nesta quinta-feira, a ONU divulgou um estudo segundo o qual a pobreza e o desemprego devem aumentar em áreas rurais da Cijordânia.
Isso só poderá ser evitado, segundo o documento, caso que os palestinos ganhem novamente acesso a mercados restritos por Israel desde o início da atual Intifada, há cinco anos.
A afirmação consta de um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas que afirma que os postos de controle, bloqueios de estradas e a barreira construída por Israel na Cisjordânia estariam minando a economia palestina.
Antes do levante, um terço dos palestinos empregados trabalhava em Israel. Agora, a maioria deles se encontra desempregada.
Israel diz que as medidas são necessárias para impedir a ação de homens-bomba, mas o relatório diz que elas impedem que milhares de comerciantes e fazendeiros negociem seus produtos.
Ele recomenda que a comunidade internacional faça mais para estimular a indústria nacional palestina a fim de reduzir a vulnerabilidade econômica, mas a autora do relatório, Francine Pickup, disse que a chave para uma eventual recuperação econômica está nas mãos dos israelenses.