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07 de fevereiro, 2006 - 22h09 GMT (20h09 Brasília)

Corte alemã liberta marroquino condenado por 11/9

Um estudante marroquino condenado na Alemanha por ligação com uma célula terrorista que incluía três dos seqüestradores suicidas dos atentados de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos foi libertado nesta terça-feira pela Justiça alemã.

Mounir al-Motassadek, de 31 anos, havia sido condenado em agosto por um tribunal em Hamburgo a sete anos de prisão.

Mas a Tribunal Constitucional Federal da Alemanha disse que os jurados no julgamento estavam errados em ordenar que Motassadek ficasse em custódia porque apelações tanto de sua defesa quanto da promotoria ainda estão pendentes.

Segundo a corte, a decisão de libertar Motassadek não afeta sua condenação.

O estudante marroquino não fez comentários ao deixar a prisão em Hamburgo onde cumpria sua pena desde agosto.

Ajuda

Motassadek foi a primeira pessoa a ser condenada por envolvimento direto nos ataques aos Estados Unidos quando foi condenado originalmente a 15 anos de prisão por um tribunal alemão em 2003.

Ele foi acusado de ajudar os planejadores dos ataques de 11 de setembro de 2001 que estavam baseados em Hamburgo.

Mas o veredicto original foi cancelado pela Suprema Corte da Alemanha em 2004 e um novo julgamento foi ordenado.

A corte decidiu em agosto que não havia provas de que Motassadek sabia sobre os planos do 11 de setembro, mas determinou sua prisão sob a acusação de pertencer a uma organização terrorista. Ele apelou novamente da condenação.

Na decisão desta terça-feira, a corte federal disse concordar com uma reclamação de Motassadek de que os jurados em Hamburgo estavam errados em determinar sua volta à prisão enquanto havia ainda apelos a serem analisados.

Motassadek admitiu ter sido próximo aos seqüestradores, mas sempre insistiu que não sabia nada de seus planos.

Ele admitiu ainda ter freqüentado um campo de treinamento da Al-Qaeda no Afeganistão.