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31 de janeiro, 2006 - 17h22 GMT (15h22 Brasília)

Doadores prometem US$ 2 bi ao Afeganistão

Doadores internacionais prometeram nesta terça-feira US$ 2 bilhões em ajuda para o Afeganistão nos próximos três anos.

Os Estados Unidos prometeram US$ 1,1 bilhão, enquanto a Grã-Bretanha deve dar US$ 800 milhões como parte de um plano de desenvolvimento de cinco anos em discussão em uma conferência em Londres.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que seu país tem feito grandes avanços na direção da paz e da democracia, mas advertiu que as drogas e o terrorismo permanecem como grandes ameaças.

Autoridades de cerca de 70 países estão participando da conferência, de dois dias.

O plano, conhecido como “Pacto do Afeganistão”, pretende promover a estabilidade e o desenvolvimento no Afeganistão em troca de um apoio econômico e militar da comunidade internacional.

'Transformação extraordinária'

“A transformação do Afeganistão é extraordinária, mas incompleta”, disse a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleeza Rice, ao anunciar a ajuda americana. “É vital que todos nós aumentemos nosso apoio ao povo afegão.”

O ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse que a conferência em Londres estabeleceu metas ambiciosas, mas factíveis.

“Ninguém subestima os muitos problemas que o país ainda enfrenta, e eles necessitam um investimento e um comprometimento de longo prazo”, disse ele.

“A comunidade internacional permanece fortemente comprometida – de fato mais do que nunca – em apoiar a população do Afeganistão no longo prazo”, afirmou.

'Caminho para a prosperidade'

O presidente afegão disse que levará ao menos dez anos para erradicar o cultivo de papoula (matéria-prima do ópio e da heroína) no país como parte de um esforço anti-narcóticos.

O Afeganistão é a fonte de cerca de 90% do ópio e da heroína vendidos internacionalmente, com o comércio ilegal de drogas representando um terço da economia mundial.

“O Afeganistão gostaria de continuar em seu caminho para mais sucesso e prosperidade e continuará como um grande fator para a segurança na região e no globo”, disse Karzai.

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, disse que o Afeganistão deveria estar orgulhoso do progresso feito nos últimos quatro anos, particularmente em democracia, e advertiu contra a complacência diante da crescente violência.

A conferência em Londres acontece em meio aos preparativos da Otan para expandir seu papel no Afeganistão com o envio de mais 6.000 soldados.

O novo efetivo será enviado ao mais conturbado sul do país, onde as tropas lideradas pelos Estados Unidos vinham operando.