29 de janeiro, 2006 - 09h00 GMT (07h00 Brasília)
O julgamento do ex-presidente iraquiano, Saddam Hussein, foi retomado em Bagdá neste domingo, com um novo juiz presidindo o tribunal.
A competência dos juízes envolvidos no caso vem sendo questionada, em meio a acusações de interferência política.
O julgamento atravessou uma série de crises, incluindo a renúncia no mês passado do juiz Rizgar Amin, encarregado do caso, depois de acusações de que estava sendo "pouco duro" com os réus.
Desde o seu início, em outubro, ocorreram apenas sete sessões do tribunal na capital do país, Bagdá.
Colapso
Saddam Hussein e os outros sete réus são acusados de ter planejado um massacre na cidade de Dujail, em 1982, quando 148 pessoas morreram.
Se considerados culpados, eles podem receber a pena de morte.
A correspondente da BBC em Bagdá, Nicola Witchell, disse existir uma forte sensação de que o julgamento ainda passa por uma séria crise.
Apenas um dos cinco juízes originais permanece no cargo.
Acredita-se que o novo juiz nomeado para presidir o tribunal, Raouf Abdul Rahman, não mantém uma boa relação com os demais juízes envolvidos.
A defesa afirma ser impossível para Saddam conseguir um julgamento justo e diz que o processo está à beira de um colapso.
A última sessão do tribunal foi realizada dia 22 de dezembro.