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28 de janeiro, 2006 - 00h28 GMT (22h28 Brasília)

Dinamarqueses tentam conter boicote muçulmano

Um dos maiores fabricantes de laticínios da Europa, a empresa dinamarquesa Arla, colocou anúncios nos principais jornais do Oriente Médio neste sábado, numa tentativa de encerrar um boicote a produtos da Dinamarca adotado por países muçulmanos.

As vendas da Arla na Arábia Saudita caíram drasticamente após um jornal da Dinamarca ter publicado uma série de caricaturas envolvendo o profeta Mohammed (Maomé).

Algumas das charges – impressas no jornal de maior circulação na Dinamarca, o Jyllands Posten – continham caricaturas do fundador do islamismo estereotipado como um terrorista islâmico.

O jornal pediu desculpas sobre o ocorrido, mas disse que estava testando os limites da liberdade de expressão sobre o islã.

Na quinta-feira, a Arábia Saudita convocou o seu embaixador em Copenhague de volta a Riad, afirmando que o governo dinamarquês não havia tomado as providências devidas com relação aos insultos feitos pelo jornal.

A religião islâmica proíbe imagens do profeta ou de Allah (Deus).

O boicote aos produtos dinamarqueses foi defendido nesta sexta-feira em sermões em mesquitas da Arábia Saudita, onde houve tambem protestos nas ruas.

Embaixadores de várias nações muçulmanas queixaram-se com o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, que respondeu alegando que não tem o direito de dizer aos jornais o que devem ou não publicar.