26 de janeiro, 2006 - 10h33 GMT (08h33 Brasília)
Diferentes ministérios do governo de Israel convocaram reuniões de emergência para discutir a eventual vitória do Hamas nas eleições palestinas.
O ministro da Defesa, Sahul Mofaz, se reuniu com seus principais auxiliares para debater a possível vitória do grupo.
O primeiro-ministro israelense em exercício, Ehud Olmert, deverá reunir todo o gabinete para discutir o assunto.
Olmert disse, na quarta-feira, que Israel não poderia permitir que o Hamas fizesse parte da Autoridade Palestina.
EUA
A participação dos militantes também é vista com preocupação por Estados Unidos e União Européia, que, como Israel, consideram o Hamas uma organização terrorista responsável pelas mortes de civis.
O grupo assumiu cerca de 60 atentados suicidas desde o início da atual intifada, em 2000.
Nas suas primeiras declarações desde as eleições palestinas, o presidente americano, George W. Bush, também reiterou que Washington não lidaria com membros do Hamas, a não ser que o grupo renuncie à sua causa de destruir Israel.
"Um partido político, a fim de ser viável, é um que professa paz", disse Bush, em entrevista ao jornal Wall Street Journal.