25 de janeiro, 2006 - 18h01 GMT (16h01 Brasília)
Uma mulher chinesa foi a sétima pessoa a morrer do vírus H5N1, da gripe aviária, na China.
A mulher de 29 anos de idade, cujo sobrenome era Cao, estava em situação crítica em um hospital Chengdu, sudoeste da China.
A Organização Mundial da Saúde disse que a mulher, em quem o vírus havia sido identificado no dia 17 de janeiro, cuidava de uma loja de produtos rurais.
A China é vista como possível foco potencial para uma pandemia humana, porque tem a maior população aviária do mundo.
A última vítima trabalhava na cidade de Jinhua, na província de Sichuan, uma área sem nenhum surto anterior registrado da doença.
A loja em que ela trabalhava vendia nozes, sementes e comidas típicas, mas não aves.
Ano novo lunar
O vice-primeiro-ministro Hu Liangyu advertiu que o governo precisa estar em alerta durante o período do ano novo lunar, quando grandes quantidades de frangos são abatidos o país.
A doença não é contraída pelo consumo do frango depois de cozido, mas aqueles em contato próximo com as aves estão em risco.
Milhares de aves vão ser transportadas em toda a China durante o feriado, aumentando as chances de uma epidemia se espalhar.
Mais de 70 pessoas já morreram da doença no sudeste asiático desde 2003.
Cientistas temem que o vírus H5N1 da gripe aviária sofra mutação e deixe de ser uma doença que afeta principalmente aves para outra, facilmente transmíssivel entre homens, tornando-se uma epidemia humana.