22 de janeiro, 2006 - 08h47 GMT (06h47 Brasília)
Um militar dos Estados Unidos foi declarado culpado de homicídio culposo por causa da morte de um general iraquiano ao qual estava interrogando.
O oficial de custódia Lewis Welshofer foi condenado por um tribunal militar formado por seis oficiais do Exército no Estado do Colorado.
Ele também foi condenado por negligência e abandono do dever, mas absolvido das acusações de homicídio doloso e agressão.
Quando a pena for decidida, nesta segunda-feira, Welshofer pode pegar até três anos de prisão.
Asfixia
Promotores disseram que Welshofer colocou o general Hamed Mowhoush dentro de um saco de dormir, cobriu a sua boca e sentou sobre seu peito durante o interrogatório.
O incidente aconteceu em 2003 em al-Qaim, perto da fronteira do Iraque com a Síria, e Mowhoush acabou morrendo.
O advogado do militar argumentou que os superiores de Welshofer haviam aprovado a técnica de interrogatório.
Além disso, segundo a defesa, o general iraquiano teria morrido em decorrência de uma doença cardíaca.
Mas um atestado de óbito publicado pelo Pentágono atribuiu a morte de Mowhoush a asfixia causada por sufocamento e pressão no peito.
No começo do julgamento, a defesa convocou um testemunha que disse ter ouvido um jurado ter sido pressionado por um alto oficial e pediu para que o caso fosse descartado por “influência ilegal do comando”.
Mas o juiz indeferiu o pedido.