22 de janeiro, 2006 - 03h36 GMT (01h36 Brasília)
Um grupo de políticos colombianos mantidos reféns por rebeldes de esquerda pediu à Venezuela que ajude a negociar sua libertação.
Os doze políticos, todos da cidade de Cali, no sudeste da Colômbia, foram seqüestrados há quatro anos pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Eles dizem que o governo colombiano não se interessa mais por eles e pediram que o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, intervenha no caso.
Os reféns enviaram sua mensagem por meio de um vídeo, veiculado pelo canal de televisão colombiano Caracol e é a primeira prova em 15 meses de que os políticos ainda estão vivos.
Asilo
"Peço à comunidade internacional por mais solidariedade, e à população e ao governo da Venezuela que me concedam asilo político", afirmou Juan Carlos Narvaez no vídeo.
Narvaez também afirmou que o presidente colombiano Alvaro Uribe não estava mais interessado em trabalhar pela libertação deles.
É a primeira vez que os políticos mantidos em cativeiro pedem asilo em outro país.
Num comunicado emitido de La Paz, na Bolívia, Uribe disse que apóia a proposta do grupo.
"O governo não se opõe à concessão de asilo para que os seqüestrados sejam libertados e estamos confiantes de que o presidente Chavez vá concordar", disse o presidente colombiano.
Chavez, que tem sido acusado de acolher e ajudar os rebeldes colombianos, já se ofereceu várias vezes para intervir numa troca de prisioneiros, mas, até hoje o governo colombiano sempre recusou a proposta.
Os integrantes das Farc mantêm mais de 60 políticos reféns.
Eles dizem que nenhum deles será libertado enquanto o governo colombiano não soltar centenas de rebeldes presos.