Os líderes políticos iranianos iniciaram uma nova e difícil rodada de negociações, já que as eleições parlamentares não deram maioria absoluta a nenhum partido.
Políticos sunitas defenderam neste sábado a formação de um governo de união nacional e sinalizaram que vão usar o maior número de assentos que vão ter no parlamento para reduzir o poder dos rivais xiitas, que conseguiram o maior número de assentos da próxima legislatura.
Também no sábado, pelo menos 12 iraquianos morreram em uma onda de bombas e tiroteios em todo o país, incluindo três policiais que morreram em conseqüência da explosão de um carro-bomba em Baqouba, a 55 quilômetros de Bagdá.
Cinco guarda-costas do presidente Jalal Talabani também foram feridos na explosão de um a bomba no norte do país, de acordo com relatos da polícia à agência Reuters. O presidente não estava no local.
Balanço de forças
A aliança do Iraque Unido, liderada pelos xiitas, conseguiu 128 das 275 cadeiras do parlamento, os partidos curdos fircaram com 53 e o bloco sunita ficou com 44, de acordo com os resultados anunciados no sábado.
Apesar de ter conseguido conquistar o maior número de assentos no parlamento, a coalisão xiita não conseguiu a maioria necessária para governar sozinha.
Os Estados Unidos pediram a todos os grupos para trabalharem juntos, mas insistiram que qualquer decisão deve ser tomada pelos partidos iraquianos.
Alguns políticos sinitas ainda reclamam de fraude nas eleições e observadores internacionais também denunciaram irregularidades.
Depois da ratificação dos resultados, em duas semanas, Talabani tem 15 dias para convocar o parlamento, que deve escolher um novo presidente em um mês.
O novo presidente vai designar um primeiro-ministro do bloco xiita, que precisa apresentar um gabinete para aprovação em um mês.
Os xiitas precisam de uma maioria simples no parlamento para aprovar o primeiro-ministro, mas precisam de mais apoio para poderem governar.