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Começa a operação de resgate da baleia no Tâmisa

Equipes de resgate colocaram a baleia que está desde sexta-feira no rio Tâmisa, em Londres, em uma bóia flutuante, realizaram exames de saúde e, em seguida, a colocaram em uma barcaça que a levará para o estuário do rio.

A baleia nariz-de-garrafa-do-norte, de cinco metros de comprimento e provavelmente jovem, foi avistada na sexta-feira 40 quilômetros da foz do rio, perto da ponte de Battersea.

Na manhã de sábado, a baleia encalhou no sul de Londres, por causa da maré baixa. Em Chelsea, as equipes de resgate a colocaram na bóia - semelhante às bóias usadas para construção de pontes.

Cerca de 3 mil pessoas acompanham os trabalhos de resgate nas margens do rio. Multidões se formaram ao longo do Tâmisa que atravessa Londres para ver o animal, que geralmente vive em grandes profundidades.

Perdida?

É possível que o cetáceo seja uma das baleias avistadas no início da semana próximas ao Tâmisa, e que tenha se perdido do seu grupo.

Enquanto esperam os resultados dos exames de sangue para saber se a baleia está doente, ela foi colocado em uma barcaça próxima à ponte de Vaxhwall e está sendo levada para a foz do Tâmisa.

Se os veterinários disserem que ela está saudável o suficiente, a baleia será libertada no mar. E é possível que seja levada para alto mar antes de ser solta.

Se eles chegarem à conclusão de que a baleia está morrendo - o máximo que ela poderia sobreviver em água doce seriam dois dias - é possível que a baleia seja sacrificada.

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O especialista Peter Evans, da Sea Watch Foundation afirma que o tempo agora é crucial, já que a baleia está sem comida e cansada, provavelmente desidratada por causa da água doce.

"Ela não vai sobreviver por muito tempo, se ficar aqui", disse Evans.

Esta foi a primeira vez que uma baleia foi avistada no Tâmisa desde que o monitoramento do rio começou, em 1913.

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Cientistas acreditam que a flutuação das temperaturas dos oceanos, predadores, falta de comida e até sonares de barcos podem levar baleias a buscarem águas perigosas para elas.

"É extremamente raro que uma delas entre em um rio na Grã-Bretanha. Eu suspeito que ela esteja doente", disse Tony Martin, da British Antarctic Survey.

"Ela provavelmente estava muito confusa, encalhou duas vezes. A pobre criatura não sabia para onde ir", concluiu.