20 de janeiro, 2006 - 13h15 GMT (11h15 Brasília)
O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, acusou o Irã e a Síria de estarem por trás do atentado suicida de quinta-feira que feriu pelo menos 15 pessoas em Tel Aviv.
A ação foi reivindicada pelo grupo extremista palestino Jihad Islâmico. Mas, segundo Mofaz, "ela foi financiada por Teerã, planejada pela Síria e executada por palestinos".
Mofaz declarou ainda que o ataque foi de autoria do "Eixo do Terror que funciona entre o Irã e a Síria".
O homem-bomba – a única pessoa que morreu no ataque – explodiu perto de uma barraca de comida no centro da cidade, em uma área comercial normalmente cheia de pessoas onde ficava a antiga estação rodoviária.
Provas firmes
Segundo o diário israelense Haaretz, Mofaz afirmou que Israel tem provas firmes do envolvimento dos outros dois países no planejamento do atentado.
"O Irã forneceu o dinheiro e a sede do Jihad Islâmico em Damasco coordenou os integrantes da organização em Nablus, dando instruções e ordens operacionais", disse o ministro israelense.
Segundo a rádio do Exército de Israel, o ministro compartilhou as informações de inteligência com autoridades da Europa, Egito e Estados Unidos.
Este foi o primeiro atentado suicida cometido em Israel desde o dia 5 de dezembro, quando cinco israelenses foram mortos por um homem-bomba do lado de fora de um shopping center na cidade de Netanya, no litoral.
A Autoridade Palestina condenou o ataque, afirmando que ele teve o objetivo de sabotar as eleições da semana que vem.