18 de janeiro, 2006 - 05h33 GMT (03h33 Brasília)
Os seqüestradores da jornalista americana Jim Carroll ameaçaram matá-la em 72 horas se os Estados Unidos não libertarem todas as prisioneiras do Iraque, segundo a rede de TV árabe Al-Jazeera.
A TV divulgou a informação junto com as primeiras imagens de Carroll desde que ela foi seqüestrada no Iraque, há dez dias.
O vídeo mostra a repórter de 28 anos sentada, com o rosto pálido e cansado. Ela aparece falando, mas a sua voz não pode ser ouvida.
A Al-Jazeera não explicou como obteve a fita, embora tenha divulgado uma nota defendendo a libertação da refém.
Um produtor do canal disse à agência de notícias Associated Press que a ameaça enviada com a fita não estava assinada por nenhum grupo militante.
Carroll contribui para o jornal americano The Christian Science Monitor, entre outras publicações.
Apelo da família
Acredita-se que mais de 40 cidadãos de países ocidentais, além de centenas de iraquianos, estejam em poder de seqüestradores no Iraque. Entre eles, está o engenheiro brasileiro João José Vasconcellos Júnior, desaparecido desde que foi levado como refém em uma emboscada há um ano.
A família de Carroll divulgou um apelo pela sua libertação logo depois da divulgação do vídeo.
"Nós respeitosamente pedimos que vocês por favor mostrem a sua misericórdia e permitam que ela volte para casa, para a sua mãe, irmã e família", diz a nota assinada por Jim, Mary Beth e Katie Carroll.
"Jill é uma pessoa gentil cujo amor pelo Iraque e pelo povo iraquiano são evidentes nos seus artigos", continua a nota.
A família diz ainda que a jornalista freqüentava casas de iraquianos e por causa disso "entende as dificuldades e o sofrimento que as pessoas enfrentam todos os dias".
Carroll estava indo se encontrar com o líder de uma proeminente coalizão sunita, Adnan Dulaimi, no distrito de Abdel, no oeste de Bagdá, quando foi seqüestrada. O tradutor que a acompanhava foi ferido no ataque e acabou morrendo.
Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Alastair Leithead, Abdel é um dos distritos mais perigosos da capital iraquiana - três jornalistas iraquianos foram mortos na área pouco antes do seqüestro da repórter americana.