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14 de janeiro, 2006 - 09h21 GMT (07h21 Brasília)

Líder checheno defende poligamia no país

O governo da Chechênia disse que a poligamia deveria ser permitida no país, por causa da falta de homens causada pela guerra.

O primeiro-ministro interino, Ramzan Kadyrov, que é pró-Rússia, disse que a poligamia "é necessária para a Chechênia porque temos a guerra, e temos mais mulheres do que homens".

A lei russa estabelece a monogamia, mas a tradição islâmica permite que um homem tenha até quatro esposas.

Falando em uma rádio russa, Kadyrov disse que o número de mulheres é 10 por cento maior e que os homens deveriam poder escolher quantas esposas quisessem sem a interferência do Estado.

Interferência

"Cada homems decide por si mesmo como deve viver. Ele é o chefe, ele decide, tenho certeza de que não haverá interferência com sua vida pessoal", disse.

A posição é apoiada pelo vice-presidente do Parlamento russo, Vladimir Zhirinovsky.

Zhirinovsky, líder do ultranacionalista Partido Liberal Democrárico, disse que a poligamia deveria ser aplicada em toda a Rússia, porque "temos 10 milhões de mulheres solteiras".

Ele afirmou que vai propor uma emenda para o Parlamento.