13 de janeiro, 2006 - 18h24 GMT (16h24 Brasília)
O governo espanhol anunciou nesta sexta-feira que vai seguir em frente com a venda de aviões e equipamentos militares para a Venezuela, no valor de US$ 2 bilhões, apesar das tentativas dos Estados Unidos de bloquear o negócio.
A Casa Branca recusou à Espanha autorização para exportar 12 aeronaves que contém tecnologia americana, e o governo espanhol anunciou que vai substituir as peças por outras, fabricadas em solo europeu.
Em um discurso nesta sexta-feira no Congresso da Venezuela, o presidente Hugo Chávez afirmou que a medida americana foi "mais um ataque imperialista dos Estados Unidos contra os venezuelanos".
O governo americano já havia se declarado contra a venda dos aviões em novembro, quando o acordo foi anunciado. Para a Casa Branca, a transação pode desestabilizar a América do Sul.
Defesa
Os governos espanhol e venezuelano afirmam que o equipamento, que também inclui oito barcos de patrulha, são para fins de defesa.
Nesta semana, a Venezuela havia acusado os Estados Unidos de também bloquear a venda de jatos de treinamento Supertucano da Embraer porque os aviões contêm tecnologia americana.
"No dia 18 ou 19 de janeiro irei a Brasília para uma reunião com (o presidente brasileiro Luiz Inácio) Lula (da Silva) e com (o presidente argentino Nestor) Kirchner, e suponho que esclareceremos isto" disse o presidente Hugo Chávez, segundo informações da agência de notícias EFE.
Os Estados Unidos informaram o governo espanhol sobre a decisão de bloquear o negócio na quinta-feira.