13 de janeiro, 2006 - 05h15 GMT (03h15 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, descreveu como "dramática" a recuperação em Nova Orleans desde a passagem do furacão Katrina, que devastou a cidade em agosto de 2005.
Durante sua primeira visita à cidade em três meses, Bush afirmou que Nova Orleans atualmente lembra a cidade que ele costumava visitar, e afirmou que vai continuar fornecendo ajuda federal para a reconstrução.
A visita de Bush ocorre em meio à indignação de alguns moradores devido às propostas de reconstrução da cidade.
Os residentes rejeitam a proposta de moratória de quatro meses para a reconstrução de casas em alguns bairros da cidade.
O tempo de espera estava entre as propostas do projeto Bring New Orleans Back (BNOB, Traga Nova Orleans de Volta em tradução livre), uma comissão estabelecida pelo prefeito Ray Nagin.
A comissão, que passou três meses analisando o futuro da cidade, divulgou algumas de suas sugestões na quarta-feira.
Custo
Restaurar a cidade do estado da Louisiana à sua antiga glória poderá ser o projeto de reconstrução mais caro da história dos Estados Unidos.
Falando em Nova Orleans na quinta-feira, Bush elogiou o progresso feito desde sua última visita em outubro.
"O contraste entre quando estive aqui antes e hoje é dramático. Quando vim pela primeira vez até hoje, Nova Orleans me lembra a cidade que costumava visitar", disse.
O presidente, que elogiou a cidade e seu apelo turístico, se reuniu com o prefeito Ray Nagin, autoridades do governo local e empresários locais.
Bush também fez um discurso na cidade de Bay St. Louis, onde muitas pessoas ainda estão vivendo em barracas, próximas aos destroços de suas casas destruídas pelo furacão.
O porta-voz de Bush, Trent Duffy, admitiu que a recuperação será cara e demorada, mas destacou que o governo federal vai participar a longo prazo.
"A destruição aqui parece que aconteceu hoje. É facil para as pessoas de fora da região esquecerem os desafios que ainda existem", disse.
Nos próximos nove dias, a comissão BNOB vai divulgar planos para recuperar áreas como saúde, educação e infra-estrutura.
"Este relatório é polêmico. Vamos, como uma comunidade, usar o tempo necessário, discutir o relatório, debater e analisar", disse o prefeito Ray Nagin.
Estima-se que o esforço de reconstrução avaliado no relatório deverá custar pelo menos US$ 17 bilhões, com US$ 12 bilhões destinados apenas para a compra de casas que estão condenadas devido aos danos causados pelo furacão.