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07 de janeiro, 2006 - 13h28 GMT (11h28 Brasília)

Ministro britânico pede governo de união no Iraque

O ministro do Exterior da Grã-Bretanha, Jack Straw, pediu urgência na criação de um governo de união nacional no Iraque.

Straw fez o apelo durante reuniões que teve neste sábado com líderes políticos iraquianos em Bagdá, entre eles o primeiro-ministro da coalizão xiita que governo o país Ibrahim Jaafari.

Em uma entrevista coletiva, concedida ao lado do ministro britânico, Jaafari voltou a dizer que o próximo governo será ampliado para incluir todos os principais partidos políticos.

Também durante a coletiva, Straw prometeu apoio internacional à nova administração iraquiana, que será formada depois que a contagem dos votos da eleição parlamentar de dezembro for concluída.

Eleitores iraquianos votaram no dia 15 de dezembro do ano passado para eleger o primeiro parlamento permanente do país desde a queda do presidente Saddam Hussein em 2003.

Resultados prévios indicam a liderança da coalizão xiita que governa o Iraque, mas a situação está longe de se definir.

Partidos árabes sunitas dizem que houve fraude eleitoral e que eleitores foram intimidados durante a votação.

As denúncias estão sendo investigadas por observadores internacionais.

Teme-se que a demora na formação de um governo possa aprofundar as divisões entre xiitas e sunitas, pondo em risco a unidade do país.

Retirada de tropas

Na sexta-feira, em Basra, cidade de maior concentração de tropas britânicas no país, Jack Straw falou sobre a possibilidade de retirada de parte dessas tropas nos próximos meses.

Tanto o governo americano quanto o britânico, torcem pela formação de um governo estável, com relativa segurança, para que parte de seus militares que ocupam o país possam começar a deixar o Iraque.

Em Bagdá, neste sábado, um carro-bomba atacou uma patrulha do exército iraquiano, ferindo, pelo menos, 13 pessoas. Entre os feridos, há sete civis.

O atentado ocorre no fim de uma semana violenta no Iraque.

Somente na quinta-feira, mais de 130 pessoas foram mortas em ataques pelo país, entre eles 11 militares americanos.