06 de janeiro, 2006 - 12h57 GMT (10h57 Brasília)
Guila Flint
de Tel Aviv
Enquanto o primeiro-ministro Ariel Sharon continua internado em estado crítico, muitos assessores e meios de comunicação em Israel já entraram em clima de luto.
Os assessores mais próximos do primeiro-ministro, o secretário do gabinete Israel Maimon e o secretário militar Gadi Shamni, foram às pressas para o hospital Hadassa no momento em que ficou claro que o estado de Sharon havia se agravado.
Repórteres na entrada do hospital informam que os assessores passam por eles chorando. Os filhos de Sharon, Omri e Gilad, também se encontram no hospital.
As rádios tocam músicas tristes e celebridades e cidadãos comuns - que conheceram Sharon ou não - são entrevistados, compartilhando com os ouvintes seus sentimentos em relação ao primeiro-ministro.
Muitos dizem que Sharon é como um pai para eles.
A sensação em Israel é de que Sharon está oscilando entre a vida e a morte e que ele pode morrer a qualquer momento.
Centenas de jornalistas estrangeiros já se posicionaram em frente ao hospital para cobrir estes momentos, considerados dramáticos e históricos.
O Rabino Iona Metzger, chefe do rabinato de Israel, chamou a população a rezar por Sharon.